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PortuguêsPortuguês2,716 views·Updated Jun 19, 2026·50 pages

Resumo de Português: Principais Tópicos

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SAMARA LORRA@sasarotinas

A acentuação, pontuação e gramática correta são fundamentais para a...

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# Acentuação

Acentuação diferencia palavras: sabiá/sábia/sabia > Muda Classes: acúmulo
(substantivo) x acumulo (verbo) > nem toda sílaba tô

Acentuação

A acentuação é super importante para diferenciar palavras e seus significados. Você já reparou como sabiá, sábia e sabia são palavras diferentes?

As regras de acentuação seguem alguns padrões:

  • Monossílabos tônicos: acentuamos quando terminam em A(s), E(s), O(s) ou em ditongos abertos (pá, três, céu)

  • Oxítonas: acentuamos quando terminam em A(s), E(s), O(s), EM(ns) ou em ditongos abertos (café, sofá, herói)

  • Paroxítonas: acentuamos todas, EXCETO as terminadas em A(s), E(s), O(s), EM(ns) (fácil, hífen, álbum)

  • Proparoxítonas: acentuamos TODAS, sem exceção (líquida, pública, anencéfalo)

Atenção! Para os hiatos com I e U tônicos, usamos acento quando eles estiverem sozinhos na sílaba ou acompanhados de S: baú, saúde, país. Não acentuamos quando o hiato vier seguido de NH (rainha) ou quando for repetido (voo, enjoo).

Após a reforma ortográfica, a maioria dos acentos diferenciais foi abolida. Os que permaneceram são:

  • Pôde (passado) x Pode (presente)
  • Pôr (verbo) x Por (preposição)
  • Têm/Vêm (3ª pessoa plural) x Tem/Vem (3ª pessoa singular)
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# Acentuação

Acentuação diferencia palavras: sabiá/sábia/sabia > Muda Classes: acúmulo
(substantivo) x acumulo (verbo) > nem toda sílaba tô

Regras do Hífen

O hífen causa muita confusão, mas seguindo algumas regras básicas fica mais fácil:

Quando NÃO usar hífen:

  • Entre vogais diferentes: autoestrada, agroindustrial, videoaulas
  • Entre consoantes diferentes: hipermercado, intermunicipal
  • Entre palavras com elementos de ligação: mão de obra, dia a dia
  • Após "não" e "quase"

Quando USAR hífen:

  • Entre vogais iguais: micro-ondas, contra-ataque, auto-observação
  • Entre consoantes iguais: super-romântico, hiper-resistente
  • Antes de palavra iniciada com H: anti-higiênico, pré-história
  • Com prefixos como recém, além, ex, vice, pré: recém-casado, ex-presidente
  • Com prefixos "sub" e "sob" antes de R ou B: sub-região, sub-biblioteca

Importante! Quando não há elemento de ligação entre as palavras, usamos hífen: guarda-chuva, arco-íris, pega-pega, porta-malas.

Algumas exceções que podem cair em provas: mais-que-perfeito, cor-de-rosa, pé-de-meia, pimenta-do-reino. Melhor decorá-las!

Uma regra prática é: se cada parte tem significado próprio e juntas formam um novo conceito sem palavra de ligação, use hífen.

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# Acentuação

Acentuação diferencia palavras: sabiá/sábia/sabia > Muda Classes: acúmulo
(substantivo) x acumulo (verbo) > nem toda sílaba tô

Concordância

A concordância verbal é a relação entre o sujeito e o verbo, enquanto a concordância nominal é a relação entre substantivos e seus modificadores.

Com sujeito simples, o verbo concorda com o núcleo. Para identificar, comece pelo verbo e trace uma seta até o sujeito:

  • A maioria dos servidores públicos entrou/entraram em greve. (concordância facultativa)
  • 20% do eleitorado ficou/ficaram revoltados. (concordância facultativa)

Expressões como "mais de um", "menos de dois" seguem regras específicas:

  • Mais de um cliente se queixou. (singular)
  • Mais de dois clientes se queixaram. (plural)

Para sujeitos compostos, temos:

  • Sujeito composto anteposto ao verbo: concordância no plural (Mário e Heber viajaram)
  • Sujeito composto posposto ao verbo: concordância no plural OU com o mais próximo ViajaramMaˊrioeHeber/ViajouMaˊrioeHeberViajaram Mário e Heber / Viajou Mário e Heber

Atenção! Quando temos sujeito indeterminado com partícula apassivadora (SE), o verbo fica no singular: Vive-se bem aqui, Trabalha-se muito.

Em orações sem sujeito, como fenômenos naturais e expressões de tempo, o verbo fica no singular: Choveu muito, Faz 6 meses que não viajo, Há 6 meses não saio.

Quando o sujeito é uma oração (sujeito oracional), o verbo fica na 3ª pessoa do singular: Jamais me ocorre desistir, Não me importa que eu tente mil vezes.

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# Acentuação

Acentuação diferencia palavras: sabiá/sábia/sabia > Muda Classes: acúmulo
(substantivo) x acumulo (verbo) > nem toda sílaba tô

Mais Concordância

Existem regras especiais para casos específicos de concordância:

Se os núcleos do sujeito são infinitivos, o verbo fica no singular: Comer, rezar e amar se tornou meu lema.

Mas quando os infinitivos estão determinados ou são antônimos, usamos o plural: O errar e o assumir dependem do caráter, Dormir e acordar constituem características humanas.

Com os pronomes relativos "que" e "quem":

  • Com "que", o verbo concorda com o antecedente: Fui eu que convidei / Fomos nós que convidamos
  • Com "quem", geralmente concordamos com o próprio "quem": Fui eu quem convidou (mas também é possível: Fui eu quem convidei)

Pronomes de tratamento sempre levam o verbo para a 3ª pessoa:

  • Vossa Excelência perdeu sua carteira

Dica importante! Com verbos na voz passiva, sempre identifique o sujeito paciente e faça a concordância com ele: Vendem-se casas (casas são vendidas) / Vende-se casa (casa é vendida)

Quando um adjetivo se refere a dois ou mais substantivos, pode concordar:

  • Com todos (concordância total): alunos e alunas dedicados
  • Com o mais próximo (concordância atrativa): alunos e alunas dedicadas

Expressões como "É bom", "É necessário", "É proibido" são invariáveis, mas se vierem com artigo, o adjetivo concorda: É necessário disciplina / A cafeína é boa para os nervos.

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(substantivo) x acumulo (verbo) > nem toda sílaba tô

Regência

A regência trata da relação entre palavras, especialmente a relação entre o verbo e seus complementos, determinando qual preposição usar.

Alguns verbos mudam de sentido conforme a regência:

  • Visar:

    • Sem preposição (VTD): rubricar, assinar
    • Com preposição "a" (VTI): almejar, ter como objetivo
  • Assistir:

    • Com preposição "a" (VTI): presenciar, ver
    • Sem preposição (VTD): ajudar, prestar assistência
  • Aspirar:

    • Com preposição "a" (VTI): almejar, desejar
    • Sem preposição (VTD): sorver, inspirar ar
  • Preferir: sempre é VTDI (preferir uma coisa a outra)

  • Esquecer/Lembrar:

    • Sem pronome: VTD esquecer/lembrarotemaesquecer/lembrar o tema
    • Com pronome: VTI + "de" (esquecer-me do tema)

Atenção! Verbos como ir, chegar, voltar, comparecer são intransitivos e exigem a preposição "a" para indicar lugar, nunca "em": Fui ao mercado (não "no" mercado).

Os verbos informar, avisar e comunicar são VTDI (pedem objeto direto e indireto). Já o verbo implicar, no sentido de "resultar", é VTD, enquanto no sentido de "irritar" é VTI (implicar com alguém).

Ao usar pronomes relativos, a regência não muda, só precisamos encaixar o pronome na estrutura: Comparecemos à reunião → A reunião a que comparecemos foi produtiva.

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Acentuação diferencia palavras: sabiá/sábia/sabia > Muda Classes: acúmulo
(substantivo) x acumulo (verbo) > nem toda sílaba tô

Crase

A crase é a fusão da preposição "a" com o artigo feminino "a" ou com o "a" inicial de pronomes demonstrativos e relativos. É marcada pelo acento grave (`).

Usamos crase quando temos:

  1. Preposição "a" + artigo "a" feminino:

    • Assisti à novela (assistir exige preposição "a" e novela é feminino)
    • Estou visando à remuneração (visar exige "a" e remuneração é feminino)
  2. Preposição "a" + pronome demonstrativo aquele/aquela:

    • Refiro-me àquela pessoa refiromea+aquelarefiro-me a + aquela
  3. Em locuções femininas:

    • à noite, à tarde, às vezes, à toa, à direita, à beira de

Não usamos crase:

  • Antes de palavras masculinas
  • Antes de verbos
  • Antes de "uma" (numeral)
  • Antes de pronomes de tratamento (exceto senhora)
  • Em palavras no sentido genérico ou indefinido

Dica útil! A crase é facultativa antes de nomes próprios femininos e pronomes possessivos femininos: Fui à/a casa de Maria / Refiro-me à/a sua opinião.

As principais locuções femininas com crase são: à medida que, à proporção que, à toa, à noite, à tarde, às vezes, às pressas, à vista, à direita, à vontade.

O truque é substituir por um termo masculino: se precisar usar "ao", então use "à" para o feminino.

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Acentuação diferencia palavras: sabiá/sábia/sabia > Muda Classes: acúmulo
(substantivo) x acumulo (verbo) > nem toda sílaba tô

Verbos e Regência com Pronomes Relativos

Os verbos exigem diferentes preposições, e isso se mantém quando usamos pronomes relativos:

  • Chegamos a + o lugar → O lugar a que chegamos era lindo
  • A reunião à qual comparecemos foi produtiva com"qual"jaˊtemosafusa~odapreposic\ca~oa+acom "qual" já temos a fusão da preposição a + a

Com o pronome relativo "onde", só use para lugares físicos:

  • A academia onde treino (correto)
  • ❌ Essa é a hora onde o aluno se desespera (incorreto)
  • ✓ Essa é a hora em que o aluno se desespera (correto)

Para verbos com sentido de direção, use "aonde":

  • Vou aonde eu quiser (correto, pois o verbo "ir" pede a preposição "a")

Os substantivos podem ser:

  • Comuns: designam seres da mesma espécie (homem, cachorro)
  • Próprios: individualizam um ser (Pedro, Brasil)
  • Simples: formados por uma palavra (casa)
  • Compostos: formados por mais de uma palavra guardachuvaguarda-chuva
  • Concretos: designam seres reais ou imaginários (mesa, fada)
  • Abstratos: designam ações, estados, sentimentos (amor, beleza)

Lembre-se! Na flexão dos substantivos compostos, se ambos são variáveis substantivo+substantivosubstantivo+substantivo, os dois variam: couves-flores. Se temos verbo+substantivo, só o segundo varia: beija-flores.

O artigo tem o poder de substantivar qualquer classe: O fazer é melhor que o esperar (verbos substantivados).

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(substantivo) x acumulo (verbo) > nem toda sílaba tô

Crase e Substantivos

A crase tem regras específicas e algumas armadilhas comuns:

Crase obrigatória:

  • Em locuções femininas (à toa, à deriva, à espera)
  • Quando temos preposição "a" + artigo "a" feminino
  • Com preposição "a" + palavras como aquela, a qual, a que

Crase proibida:

  • Antes de palavras masculinas
  • Antes de verbos
  • Antes do numeral "uma"
  • Antes de pronomes de tratamento (exceto senhora)
  • Quando a palavra estiver em sentido genérico

Crase facultativa:

  • Antes de nomes próprios femininos
  • Antes de pronomes possessivos femininos
  • Após a preposição "até"
  • Entre palavras repetidas

Você sabia? Quando dizemos "Vou a casa" (sem crase), estamos nos referindo à nossa própria casa. Quando dizemos "Vou à casa de Maria" (com crase), estamos indo à casa de outra pessoa.

Os substantivos são palavras variáveis que dão nomes aos seres. São o núcleo das funções nominais e recebem modificadores (determinantes) que devem concordar com ele:

Os seus cinco patinhos amarelados foram nadar na lagoa.

Adjetivos são palavras que caracterizam os substantivos. Podem ter valor objetivo (característica inerente: turista japonês) ou subjetivo (juízo de valor: turista velho).

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(substantivo) x acumulo (verbo) > nem toda sílaba tô

Substantivos e Adjetivos

Os substantivos podem ser formados por diferentes processos:

Derivação sufixal:

  • pescar → pescaria
  • filmar → filmagem
  • corromper → corrupção

Derivação regressiva:

  • cantar → canto
  • almoçar → almoço
  • causar → causa

Os adjetivos são palavras variáveis que se referem ao substantivo e têm função de adjunto adnominal.

Valores do adjetivo:

  • Valor objetivo (relacional): característica inerente, não pode ser graduada ou alterada de posição (turista japonês, sistema eletrônico)
  • Valor subjetivo (opinativo): juízo de valor, pode ser graduado e deslocado (turista velho, sistema corrupto)

A posição do adjetivo pode alterar o sentido:

  • Homem pobre (sem dinheiro) x Pobre homem (coitado)
  • Alemão nazista (pessoa da Alemanha que é nazista) x Nazista alemão (nazista que nasceu na Alemanha)

Importante! Adjetivos têm graus de comparação: normal (alto), comparativo (mais alto que, tão alto como, menos alto que) e superlativo (altíssimo, muito alto).

As locuções adjetivas são expressões que equivalem a um adjetivo:

  • forma de ogiva = forma ogival
  • chocolates da Suíça = chocolates suíços
  • hábitos de velho = hábitos senis
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(substantivo) x acumulo (verbo) > nem toda sílaba tô

Artigos e Advérbios

Os artigos são fundamentais para determinar se um substantivo é conhecido ou não:

  • O artigo definido (o, a, os, as) indica que o substantivo é familiar ou já mencionado.
  • O artigo indefinido (um, uma, uns, umas) indica algo não específico.

A presença ou ausência do artigo muda o sentido:

  • "Não dou ouvidos ao político" (político específico)
  • "Não dou ouvidos a político" (qualquer político)

O artigo também pode universalizar uma espécie: "O homem é mortal" (todo homem).

Os advérbios são palavras invariáveis que modificam verbos, adjetivos e outros advérbios, indicando circunstâncias:

  • Tempo: hoje, ontem, sempre
  • Lugar: aqui, ali, lá
  • Modo: bem, mal, assim
  • Intensidade: muito, pouco, demais
  • Afirmação: sim, certamente
  • Negação: não, jamais
  • Dúvida: talvez, possivelmente

Dica! Há palavras chamadas denotativas que muitas vezes são confundidas com advérbios, como palavras de inclusão (até, inclusive), exclusão (só, exceto), retificação (aliás, ou melhor) e designação (eis).

As preposições podem ser essenciais (a, com, de, em, para) ou acidentais (como, conforme, durante). Elas estabelecem relações entre as palavras, indicando sentidos como:

  • instrumento: Escrevi a caneta
  • matéria: Meu violão é de mogno
  • causa: Estou morrendo de frio
  • assunto: Não fale de corrupção

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Resumo de Português: Principais Tópicos

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SAMARA LORRA@sasarotinas

A acentuação, pontuação e gramática correta são fundamentais para a escrita do português. Nesta revisão, vamos estudar regras essenciais de acentuação, uso do hífen, concordância verbal e nominal, regência e outros tópicos importantes da língua portuguesa. Você vai aprender de...

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Acentuação

A acentuação é super importante para diferenciar palavras e seus significados. Você já reparou como sabiá, sábia e sabia são palavras diferentes?

As regras de acentuação seguem alguns padrões:

  • Monossílabos tônicos: acentuamos quando terminam em A(s), E(s), O(s) ou em ditongos abertos (pá, três, céu)

  • Oxítonas: acentuamos quando terminam em A(s), E(s), O(s), EM(ns) ou em ditongos abertos (café, sofá, herói)

  • Paroxítonas: acentuamos todas, EXCETO as terminadas em A(s), E(s), O(s), EM(ns) (fácil, hífen, álbum)

  • Proparoxítonas: acentuamos TODAS, sem exceção (líquida, pública, anencéfalo)

Atenção! Para os hiatos com I e U tônicos, usamos acento quando eles estiverem sozinhos na sílaba ou acompanhados de S: baú, saúde, país. Não acentuamos quando o hiato vier seguido de NH (rainha) ou quando for repetido (voo, enjoo).

Após a reforma ortográfica, a maioria dos acentos diferenciais foi abolida. Os que permaneceram são:

  • Pôde (passado) x Pode (presente)
  • Pôr (verbo) x Por (preposição)
  • Têm/Vêm (3ª pessoa plural) x Tem/Vem (3ª pessoa singular)
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Regras do Hífen

O hífen causa muita confusão, mas seguindo algumas regras básicas fica mais fácil:

Quando NÃO usar hífen:

  • Entre vogais diferentes: autoestrada, agroindustrial, videoaulas
  • Entre consoantes diferentes: hipermercado, intermunicipal
  • Entre palavras com elementos de ligação: mão de obra, dia a dia
  • Após "não" e "quase"

Quando USAR hífen:

  • Entre vogais iguais: micro-ondas, contra-ataque, auto-observação
  • Entre consoantes iguais: super-romântico, hiper-resistente
  • Antes de palavra iniciada com H: anti-higiênico, pré-história
  • Com prefixos como recém, além, ex, vice, pré: recém-casado, ex-presidente
  • Com prefixos "sub" e "sob" antes de R ou B: sub-região, sub-biblioteca

Importante! Quando não há elemento de ligação entre as palavras, usamos hífen: guarda-chuva, arco-íris, pega-pega, porta-malas.

Algumas exceções que podem cair em provas: mais-que-perfeito, cor-de-rosa, pé-de-meia, pimenta-do-reino. Melhor decorá-las!

Uma regra prática é: se cada parte tem significado próprio e juntas formam um novo conceito sem palavra de ligação, use hífen.

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Concordância

A concordância verbal é a relação entre o sujeito e o verbo, enquanto a concordância nominal é a relação entre substantivos e seus modificadores.

Com sujeito simples, o verbo concorda com o núcleo. Para identificar, comece pelo verbo e trace uma seta até o sujeito:

  • A maioria dos servidores públicos entrou/entraram em greve. (concordância facultativa)
  • 20% do eleitorado ficou/ficaram revoltados. (concordância facultativa)

Expressões como "mais de um", "menos de dois" seguem regras específicas:

  • Mais de um cliente se queixou. (singular)
  • Mais de dois clientes se queixaram. (plural)

Para sujeitos compostos, temos:

  • Sujeito composto anteposto ao verbo: concordância no plural (Mário e Heber viajaram)
  • Sujeito composto posposto ao verbo: concordância no plural OU com o mais próximo ViajaramMaˊrioeHeber/ViajouMaˊrioeHeberViajaram Mário e Heber / Viajou Mário e Heber

Atenção! Quando temos sujeito indeterminado com partícula apassivadora (SE), o verbo fica no singular: Vive-se bem aqui, Trabalha-se muito.

Em orações sem sujeito, como fenômenos naturais e expressões de tempo, o verbo fica no singular: Choveu muito, Faz 6 meses que não viajo, Há 6 meses não saio.

Quando o sujeito é uma oração (sujeito oracional), o verbo fica na 3ª pessoa do singular: Jamais me ocorre desistir, Não me importa que eu tente mil vezes.

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Mais Concordância

Existem regras especiais para casos específicos de concordância:

Se os núcleos do sujeito são infinitivos, o verbo fica no singular: Comer, rezar e amar se tornou meu lema.

Mas quando os infinitivos estão determinados ou são antônimos, usamos o plural: O errar e o assumir dependem do caráter, Dormir e acordar constituem características humanas.

Com os pronomes relativos "que" e "quem":

  • Com "que", o verbo concorda com o antecedente: Fui eu que convidei / Fomos nós que convidamos
  • Com "quem", geralmente concordamos com o próprio "quem": Fui eu quem convidou (mas também é possível: Fui eu quem convidei)

Pronomes de tratamento sempre levam o verbo para a 3ª pessoa:

  • Vossa Excelência perdeu sua carteira

Dica importante! Com verbos na voz passiva, sempre identifique o sujeito paciente e faça a concordância com ele: Vendem-se casas (casas são vendidas) / Vende-se casa (casa é vendida)

Quando um adjetivo se refere a dois ou mais substantivos, pode concordar:

  • Com todos (concordância total): alunos e alunas dedicados
  • Com o mais próximo (concordância atrativa): alunos e alunas dedicadas

Expressões como "É bom", "É necessário", "É proibido" são invariáveis, mas se vierem com artigo, o adjetivo concorda: É necessário disciplina / A cafeína é boa para os nervos.

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Regência

A regência trata da relação entre palavras, especialmente a relação entre o verbo e seus complementos, determinando qual preposição usar.

Alguns verbos mudam de sentido conforme a regência:

  • Visar:

    • Sem preposição (VTD): rubricar, assinar
    • Com preposição "a" (VTI): almejar, ter como objetivo
  • Assistir:

    • Com preposição "a" (VTI): presenciar, ver
    • Sem preposição (VTD): ajudar, prestar assistência
  • Aspirar:

    • Com preposição "a" (VTI): almejar, desejar
    • Sem preposição (VTD): sorver, inspirar ar
  • Preferir: sempre é VTDI (preferir uma coisa a outra)

  • Esquecer/Lembrar:

    • Sem pronome: VTD esquecer/lembrarotemaesquecer/lembrar o tema
    • Com pronome: VTI + "de" (esquecer-me do tema)

Atenção! Verbos como ir, chegar, voltar, comparecer são intransitivos e exigem a preposição "a" para indicar lugar, nunca "em": Fui ao mercado (não "no" mercado).

Os verbos informar, avisar e comunicar são VTDI (pedem objeto direto e indireto). Já o verbo implicar, no sentido de "resultar", é VTD, enquanto no sentido de "irritar" é VTI (implicar com alguém).

Ao usar pronomes relativos, a regência não muda, só precisamos encaixar o pronome na estrutura: Comparecemos à reunião → A reunião a que comparecemos foi produtiva.

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Crase

A crase é a fusão da preposição "a" com o artigo feminino "a" ou com o "a" inicial de pronomes demonstrativos e relativos. É marcada pelo acento grave (`).

Usamos crase quando temos:

  1. Preposição "a" + artigo "a" feminino:

    • Assisti à novela (assistir exige preposição "a" e novela é feminino)
    • Estou visando à remuneração (visar exige "a" e remuneração é feminino)
  2. Preposição "a" + pronome demonstrativo aquele/aquela:

    • Refiro-me àquela pessoa refiromea+aquelarefiro-me a + aquela
  3. Em locuções femininas:

    • à noite, à tarde, às vezes, à toa, à direita, à beira de

Não usamos crase:

  • Antes de palavras masculinas
  • Antes de verbos
  • Antes de "uma" (numeral)
  • Antes de pronomes de tratamento (exceto senhora)
  • Em palavras no sentido genérico ou indefinido

Dica útil! A crase é facultativa antes de nomes próprios femininos e pronomes possessivos femininos: Fui à/a casa de Maria / Refiro-me à/a sua opinião.

As principais locuções femininas com crase são: à medida que, à proporção que, à toa, à noite, à tarde, às vezes, às pressas, à vista, à direita, à vontade.

O truque é substituir por um termo masculino: se precisar usar "ao", então use "à" para o feminino.

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Verbos e Regência com Pronomes Relativos

Os verbos exigem diferentes preposições, e isso se mantém quando usamos pronomes relativos:

  • Chegamos a + o lugar → O lugar a que chegamos era lindo
  • A reunião à qual comparecemos foi produtiva com"qual"jaˊtemosafusa~odapreposic\ca~oa+acom "qual" já temos a fusão da preposição a + a

Com o pronome relativo "onde", só use para lugares físicos:

  • A academia onde treino (correto)
  • ❌ Essa é a hora onde o aluno se desespera (incorreto)
  • ✓ Essa é a hora em que o aluno se desespera (correto)

Para verbos com sentido de direção, use "aonde":

  • Vou aonde eu quiser (correto, pois o verbo "ir" pede a preposição "a")

Os substantivos podem ser:

  • Comuns: designam seres da mesma espécie (homem, cachorro)
  • Próprios: individualizam um ser (Pedro, Brasil)
  • Simples: formados por uma palavra (casa)
  • Compostos: formados por mais de uma palavra guardachuvaguarda-chuva
  • Concretos: designam seres reais ou imaginários (mesa, fada)
  • Abstratos: designam ações, estados, sentimentos (amor, beleza)

Lembre-se! Na flexão dos substantivos compostos, se ambos são variáveis substantivo+substantivosubstantivo+substantivo, os dois variam: couves-flores. Se temos verbo+substantivo, só o segundo varia: beija-flores.

O artigo tem o poder de substantivar qualquer classe: O fazer é melhor que o esperar (verbos substantivados).

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# Acentuação

Acentuação diferencia palavras: sabiá/sábia/sabia > Muda Classes: acúmulo
(substantivo) x acumulo (verbo) > nem toda sílaba tô

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Crase e Substantivos

A crase tem regras específicas e algumas armadilhas comuns:

Crase obrigatória:

  • Em locuções femininas (à toa, à deriva, à espera)
  • Quando temos preposição "a" + artigo "a" feminino
  • Com preposição "a" + palavras como aquela, a qual, a que

Crase proibida:

  • Antes de palavras masculinas
  • Antes de verbos
  • Antes do numeral "uma"
  • Antes de pronomes de tratamento (exceto senhora)
  • Quando a palavra estiver em sentido genérico

Crase facultativa:

  • Antes de nomes próprios femininos
  • Antes de pronomes possessivos femininos
  • Após a preposição "até"
  • Entre palavras repetidas

Você sabia? Quando dizemos "Vou a casa" (sem crase), estamos nos referindo à nossa própria casa. Quando dizemos "Vou à casa de Maria" (com crase), estamos indo à casa de outra pessoa.

Os substantivos são palavras variáveis que dão nomes aos seres. São o núcleo das funções nominais e recebem modificadores (determinantes) que devem concordar com ele:

Os seus cinco patinhos amarelados foram nadar na lagoa.

Adjetivos são palavras que caracterizam os substantivos. Podem ter valor objetivo (característica inerente: turista japonês) ou subjetivo (juízo de valor: turista velho).

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Substantivos e Adjetivos

Os substantivos podem ser formados por diferentes processos:

Derivação sufixal:

  • pescar → pescaria
  • filmar → filmagem
  • corromper → corrupção

Derivação regressiva:

  • cantar → canto
  • almoçar → almoço
  • causar → causa

Os adjetivos são palavras variáveis que se referem ao substantivo e têm função de adjunto adnominal.

Valores do adjetivo:

  • Valor objetivo (relacional): característica inerente, não pode ser graduada ou alterada de posição (turista japonês, sistema eletrônico)
  • Valor subjetivo (opinativo): juízo de valor, pode ser graduado e deslocado (turista velho, sistema corrupto)

A posição do adjetivo pode alterar o sentido:

  • Homem pobre (sem dinheiro) x Pobre homem (coitado)
  • Alemão nazista (pessoa da Alemanha que é nazista) x Nazista alemão (nazista que nasceu na Alemanha)

Importante! Adjetivos têm graus de comparação: normal (alto), comparativo (mais alto que, tão alto como, menos alto que) e superlativo (altíssimo, muito alto).

As locuções adjetivas são expressões que equivalem a um adjetivo:

  • forma de ogiva = forma ogival
  • chocolates da Suíça = chocolates suíços
  • hábitos de velho = hábitos senis
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Artigos e Advérbios

Os artigos são fundamentais para determinar se um substantivo é conhecido ou não:

  • O artigo definido (o, a, os, as) indica que o substantivo é familiar ou já mencionado.
  • O artigo indefinido (um, uma, uns, umas) indica algo não específico.

A presença ou ausência do artigo muda o sentido:

  • "Não dou ouvidos ao político" (político específico)
  • "Não dou ouvidos a político" (qualquer político)

O artigo também pode universalizar uma espécie: "O homem é mortal" (todo homem).

Os advérbios são palavras invariáveis que modificam verbos, adjetivos e outros advérbios, indicando circunstâncias:

  • Tempo: hoje, ontem, sempre
  • Lugar: aqui, ali, lá
  • Modo: bem, mal, assim
  • Intensidade: muito, pouco, demais
  • Afirmação: sim, certamente
  • Negação: não, jamais
  • Dúvida: talvez, possivelmente

Dica! Há palavras chamadas denotativas que muitas vezes são confundidas com advérbios, como palavras de inclusão (até, inclusive), exclusão (só, exceto), retificação (aliás, ou melhor) e designação (eis).

As preposições podem ser essenciais (a, com, de, em, para) ou acidentais (como, conforme, durante). Elas estabelecem relações entre as palavras, indicando sentidos como:

  • instrumento: Escrevi a caneta
  • matéria: Meu violão é de mogno
  • causa: Estou morrendo de frio
  • assunto: Não fale de corrupção

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