Vamos aprender sobre acentuação, uso do hífen e outros aspectos...
Resumo de Português: Acentuação e Substantivos











Acentuação
A acentuação serve para diferenciar palavras! Imagine só: "sabiá", "sábia" e "sabia" têm significados completamente diferentes por causa do acento. Legal, né?
Vamos ver quando precisamos usar acentos:
-
Monossílabos tônicos: Palavras de uma sílaba com som forte terminadas em A, E, O (pá, pé, pó) ou com ditongos abertos como ÉU, ÉI, ÓI (céu, réis, dói)
-
Oxítonas: Palavras com acento na última sílaba. Acentuamos quando terminam em A(s), E(s), O(s), EM(ns) ou ditongos abertos (café, sofá, herói)
-
Paroxítonas: Acentuamos quando NÃO terminam em A(s), E(s), O(s), EM(ns). Exemplos: fácil, júri, álbum. Também acentuamos as terminadas em ditongo como história, água, série
Lembra disso! Nem todas as sílabas tônicas (fortes) são acentuadas. O acento só é usado quando a palavra segue as regras acima!
- Proparoxítonas: Todas são acentuadas, sempre! Como em líquida, pública, anencéfalo
Na regra do hiato, acentuamos o "i" e "u" tônicos sozinhos na sílaba (ou seguidos de s): baú, país, saúde. Mas não acentuamos: voo, enjoo, raiz, juiz.
Após o novo acordo ortográfico, restaram poucos acentos diferenciais: pôde (passado) x pode (presente), pôr (verbo) x por (preposição), têm/vêm (plural) x tem/vem (singular).

Uso do Hífen
O hífen é um sinal complicado, mas você vai entender! Vamos às regras principais:
Não se usa hífen quando:
- Unir vogais diferentes: autoestrada, infraestrutura, coautor
- Unir consoantes diferentes: hipermercado, intermunicipal, superbactéria
- Em expressões com elementos de ligação: mão de obra, dia a dia, café com leite
Usa-se hífen quando:
- Unir vogais iguais: micro-ondas, anti-inflamatório
- Unir consoantes iguais: super-romântico, sub-bibliotecário
- Não houver elemento de ligação: boa-fé, guarda-chuva, bate-boca
Palavras como recém, além, aquém, sem, pós, pré, ex e vice sempre pedem hífen: pré-vestibular, pós-graduação, ex-presidente, vice-presidente.
Dica importante! Antes de palavra com H, sempre use hífen: anti-higiênico, pré-história, super-homem
Os prefixos "sub" e "sob" seguidos de R ou B também levam hífen: sub-região, sub-reitor, sub-raça.
Não se confunda com exceções como "mais-que-perfeito", "cor-de-rosa", "pimenta-do-reino" - essas são expressões especiais que mantêm o hífen mesmo tendo elementos de ligação.
Lembra que palavras começadas por circum/pan seguidas de vogal, M ou N também levam hífen? Por exemplo: pan-americano, circum-hospitalar.

Concordância Verbal
A concordância verbal é super importante para você se expressar bem! Vamos aprender quando o verbo deve ficar no singular ou no plural.
Sujeito simples: o verbo concorda com o núcleo. Uma dica é começar pelo verbo e traçar uma seta até o sujeito para não errar.
Coletivos ou partitivos especificados: Quando temos expressões como "a maioria de", "um bando de" ou "uma porção de" + determinante, o verbo pode concordar com o coletivo (parte) ou com o determinante. Exemplo:
- A metade dos servidores públicos entrou/entraram em greve
- A matilha de lobos atravessou/atravessaram a montanha
Numerais e porcentagens: O verbo pode concordar com o próprio numeral ou com o determinante:
- 20% do eleitorado ficou/ficaram revoltados
- 1 milhão de torcedores assistiu/assistiram à Copa
Você sabia? Quando há determinante específico, a concordância deve ser obrigatoriamente com ele! Exemplo: "Os 20% do eleitorado ficaram revoltados"
Expressões como "mais de um", "menos de dois", "cerca de": A concordância segue o numeral:
- Mais de um cliente se queixou
- Mais de dois clientes se queixaram
Para números decimais sem determinante, o plural só é obrigatório a partir do número dois: "1,5 milhão foi gasto", mas "2,5 milhões foram gastos".

Mais Regras de Concordância
Quando você estiver escrevendo, lembre-se destas regras importantes:
Sujeito composto:
- Antes do verbo: sempre plural (Mário e Heber viajaram)
- Depois do verbo: pode ficar no plural ou concordar com o mais próximo
Sujeito indeterminado: Verbo fica no singular quando temos VTI/VI+SE: "Vive-se bem aqui", "Trabalha-se muito"
Núcleos unidos por "ou":
- Sentido excludente (ou um, ou outro): verbo no singular (Mário ou Heber será o primeiro lugar)
- Sentido inclusivo (ambos): verbo no plural (Mário ou Heber serão classificados)
Oração sem sujeito: Verbo sempre no singular:
- Fenômenos naturais: Choveu muito, Amanheceu nublado
- Tempo decorrido: Faz 6 meses que não viajo, Há 2 anos não fumo
- Verbo haver com sentido de existir: Há vários livros ali
Atenção! Quando você troca o verbo "haver" por sinônimos como "existir" ou "ocorrer", eles concordam com o sujeito: "Existem livros" em vez de "Há livros"
Sujeito oracional: Verbo na 3ª pessoa do singular quando o sujeito é uma oração:
- Jamais me ocorre desistir
- Faltava abandonar a velha escola
- Adiar oportunidades não convém

Ainda Sobre Concordância
Aqui estão mais algumas regras importantes que você precisa conhecer:
Verbos importantes com sujeito oracional:
- Bastar: Bastaria que estudasse e ele seria aprovado
- Caber: Cabe à polícia inibir esses crimes
- Importar: Não me importa que eu tente mil vezes
- Custar: Custou a ela pedir desculpas ao avô
Infinitivos como núcleo do sujeito:
- Verbo no singular: "Comer, rezar e amar se tornou meu lema"
- Pluraliza quando os infinitivos são determinados ou antônimos: "O errar e o assumir dependem do caráter", "Dormir e acordar constituem características humanas"
Pronome relativo "que": O verbo concorda com o antecedente:
- Fui eu que convidei você para a festa
- Fomos nós que convidamos você para a festa
Curiosidade! Com o pronome "quem", o verbo pode concordar com o próprio "quem" ou com seu antecedente: "Fui eu quem convidou/convidei você"
Pronomes de tratamento: O verbo concorda com a 3ª pessoa, mas os adjetivos concordam com o sexo da pessoa:
- Vossa Excelência perdeu sua carteira (não é "vossa carteira")
- Senador, Vossa Senhoria está cansado (não é "cansada")
Termos resumidores: Concordância no singular: "Seu rosto, seu cheiro, seu gosto, tudo que não me deixa em paz..."

Mais Concordância e Regência
Voz passiva: Concorde o verbo com o sujeito paciente:
- Casas são vendidas no Grajaú = Vendem-se casas no Grajaú
- Casa é vendida no Grajaú = Vende-se casa no Grajaú
Adjetivo referindo-se a dois ou mais substantivos: Pode concordar com o mais próximo ou com todos, exceto quando está antes dos substantivos (só concorda com o mais próximo):
- Tenho alunos e alunas dedicadas/dedicados
- Consumi bons vinhos, comidas e livros
Tal e Qual: "Tal" concorda com o antecedente e "qual" com o termo seguinte:
- Esses funcionários são tais quais os patrões
- Esse funcionário é tal quais os patrões
Olha essa dica! Expressões como "é bom", "é necessário" e "é proibido" são invariáveis, mas se vierem com artigo, o adjetivo concorda: "É necessário disciplina" x "A disciplina é necessária"
Regência verbal: É importante saber qual preposição usar com cada verbo. Alguns verbos mudam de sentido conforme a preposição:
- Visar: sem preposição (rubricar) ou com "a" (almejar)
- Implicar: sem preposição (resultar) ou com "com" (irritar)
- Assistir: sem preposição (ajudar), com "a" (presenciar) ou é intransitivo (morar)
- Preferir: Prefere uma coisa A outra (nunca use "prefiro mais")
Palavras invariáveis: "em apenso", "menos" e "alerta" Palavras variáveis: anexo, obrigado, mesmo, próprio, incluso, quite

Regência Verbal
A regência verbal estuda qual preposição deve ser usada com cada verbo. Vamos ver os verbos que mais caem em provas:
Visar
- Sem preposição (VTD) quando significa "rubricar"
- Com preposição "a" (VTI) quando significa "almejar"
Implicar
- Sem preposição (VTD) quando significa "resultar"
- Com preposição "com" (VTI) quando significa "irritar"
Precisar
- Sem preposição (VTD) quando indica "precisão"
- Com preposição "de" (VTI) quando indica "necessidade"
Assistir
- Sem preposição (VTD) quando significa "ajudar"
- Com preposição "a" (VTI) quando significa "presenciar"
- Sem complemento (VI) quando significa "morar"
Atenção! Muitos erram a regência de "preferir". O correto é "preferir algo A algo" e nunca "preferir mais" ou "preferir menos".
Outros verbos importantes:
- Esquecer/lembrar: sem pronome são VTD (esquecer o tema); com pronome são VTI
- Chamar: pode ser VTI com "por" (invocar) ou VTD (convocar)
- Ir, chegar, voltar: pedem preposição "a", nunca "em"
Quando usamos pronomes relativos, a preposição vai antes do pronome: "A reunião A QUE comparecemos" ou "O lugar AO QUAL chegamos".

Crase
A crase é aquele acento grave (`) que indica a fusão de dois "a". Ela acontece quando temos:
A preposição "a" + o artigo definido "a":
- Assisti ao jogo
- Assisti à novela
A preposição "a" + pronomes demonstrativos começados por "a":
- Estou visando a este cargo
- Estou visando àquele cargo
A preposição "a" + pronomes relativos iniciados por "a":
- Esse é o livro ao qual me referi
- Essa é a apostila à qual me referi
Dica de ouro! Muitas locuções femininas pedem crase: à noite, à tarde, às vezes, às pressas, à direita, à vontade, à moda de, à beira de, à semelhança de...
Crase obrigatória:
- Nas locuções femininas: à toa, à deriva, à espera
- Quando temos preposição "a" + artigo feminino "a"
- Antes de palavras como "aquele", "a qual", "a que"
Crase proibida:
- Antes de palavras masculinas, verbos e pronomes de tratamento
- Quando a palavra tem sentido genérico ou indefinido
- Entre palavras repetidas e após preposição
Crase facultativa:
- Antes de pronomes possessivos
- Antes de nomes próprios femininos
- Depois da preposição "até"

Mais Sobre Crase
A crase é um tema que confunde muita gente! Vamos organizar melhor quando ela deve ou não ser usada:
Crase Obrigatória:
- Nas locuções femininas: à toa, à deriva, à espera
- Quando temos preposição "a" + artigo feminino "a"
- Antes de "aquele", "a qual", "a que" quando a preposição "a" for necessária
Crase Proibida:
- Antes de palavras masculinas: Fui a pé ao mercado
- Antes de verbos: Comecei a estudar
- Antes da palavra "uma": Referiu-se a uma pessoa
- Antes de pronomes de tratamento: Falei a Vossa Excelência
- Quando a palavra tem sentido genérico: Não dou ouvidos a político
- Entre palavras repetidas: Ficamos frente a frente
- Após preposição: Vou até a escola
Crase Facultativa:
- Antes de possessivos: Referi-me à/a sua casa
- Antes de nomes próprios femininos: Falei à/a Maria
Lembre-se que a crase também acontece quando temos a preposição "a" + os pronomes demonstrativos "a"/"aquela", formando: à, àquele, àqueles, àquela, àquelas, àquilo.
Memorize isso! Para saber se cabe crase, substitua a palavra feminina por uma masculina. Se aparecer "ao", então é "à". Por exemplo: "Vou à escola" → "Vou ao colégio" (tem crase)

Substantivos
Os substantivos são palavras que dão nomes aos seres! Eles são o núcleo das funções nominais e recebem os modificadores (determinantes) que devem concordar com eles.
Por exemplo, na frase "Os seus cinco patinhos amarelados foram nadar", "patinhos" é o substantivo que está sendo modificado pelos determinantes.
Flexão dos substantivos compostos:
-
Se o termo é formado por classes variáveis (substantivos, adjetivos, numerais), ambos variam: couve-flor → couves-flores; quarta-feira → quartas-feiras
-
Se o segundo substantivo delimita o primeiro por semelhança ou finalidade, ambos podem variar: públicos-alvo(s), pombos-correio(s), banhos-maria(s)
-
Classes invariáveis e verbos não variam: beija-flor → beija-flores; alto-falante → alto-falantes
Curiosidade! Os substantivos podem ser formados de várias maneiras. Por derivação sufixal: pescar → pescaria, militar → militância. Por derivação regressiva: cantar → canto, almoçar → almoço.
Você pode transformar qualquer palavra em substantivo colocando um artigo antes: "O fazer é melhor que o esperar". Legal, não é?
Agora você já sabe como os substantivos são formados e como eles se flexionam quando estão em palavras compostas!
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Resumo de Português: Acentuação e Substantivos
Vamos aprender sobre acentuação, uso do hífen e outros aspectos importantes da língua portuguesa! Estas regras são super úteis para você escrever corretamente e se comunicar bem. Saber essas regras vai te ajudar nas provas e na vida!

Acentuação
A acentuação serve para diferenciar palavras! Imagine só: "sabiá", "sábia" e "sabia" têm significados completamente diferentes por causa do acento. Legal, né?
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Após o novo acordo ortográfico, restaram poucos acentos diferenciais: pôde (passado) x pode (presente), pôr (verbo) x por (preposição), têm/vêm (plural) x tem/vem (singular).

Uso do Hífen
O hífen é um sinal complicado, mas você vai entender! Vamos às regras principais:
Não se usa hífen quando:
- Unir vogais diferentes: autoestrada, infraestrutura, coautor
- Unir consoantes diferentes: hipermercado, intermunicipal, superbactéria
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Usa-se hífen quando:
- Unir vogais iguais: micro-ondas, anti-inflamatório
- Unir consoantes iguais: super-romântico, sub-bibliotecário
- Não houver elemento de ligação: boa-fé, guarda-chuva, bate-boca
Palavras como recém, além, aquém, sem, pós, pré, ex e vice sempre pedem hífen: pré-vestibular, pós-graduação, ex-presidente, vice-presidente.
Dica importante! Antes de palavra com H, sempre use hífen: anti-higiênico, pré-história, super-homem
Os prefixos "sub" e "sob" seguidos de R ou B também levam hífen: sub-região, sub-reitor, sub-raça.
Não se confunda com exceções como "mais-que-perfeito", "cor-de-rosa", "pimenta-do-reino" - essas são expressões especiais que mantêm o hífen mesmo tendo elementos de ligação.
Lembra que palavras começadas por circum/pan seguidas de vogal, M ou N também levam hífen? Por exemplo: pan-americano, circum-hospitalar.

Concordância Verbal
A concordância verbal é super importante para você se expressar bem! Vamos aprender quando o verbo deve ficar no singular ou no plural.
Sujeito simples: o verbo concorda com o núcleo. Uma dica é começar pelo verbo e traçar uma seta até o sujeito para não errar.
Coletivos ou partitivos especificados: Quando temos expressões como "a maioria de", "um bando de" ou "uma porção de" + determinante, o verbo pode concordar com o coletivo (parte) ou com o determinante. Exemplo:
- A metade dos servidores públicos entrou/entraram em greve
- A matilha de lobos atravessou/atravessaram a montanha
Numerais e porcentagens: O verbo pode concordar com o próprio numeral ou com o determinante:
- 20% do eleitorado ficou/ficaram revoltados
- 1 milhão de torcedores assistiu/assistiram à Copa
Você sabia? Quando há determinante específico, a concordância deve ser obrigatoriamente com ele! Exemplo: "Os 20% do eleitorado ficaram revoltados"
Expressões como "mais de um", "menos de dois", "cerca de": A concordância segue o numeral:
- Mais de um cliente se queixou
- Mais de dois clientes se queixaram
Para números decimais sem determinante, o plural só é obrigatório a partir do número dois: "1,5 milhão foi gasto", mas "2,5 milhões foram gastos".

Mais Regras de Concordância
Quando você estiver escrevendo, lembre-se destas regras importantes:
Sujeito composto:
- Antes do verbo: sempre plural (Mário e Heber viajaram)
- Depois do verbo: pode ficar no plural ou concordar com o mais próximo
Sujeito indeterminado: Verbo fica no singular quando temos VTI/VI+SE: "Vive-se bem aqui", "Trabalha-se muito"
Núcleos unidos por "ou":
- Sentido excludente (ou um, ou outro): verbo no singular (Mário ou Heber será o primeiro lugar)
- Sentido inclusivo (ambos): verbo no plural (Mário ou Heber serão classificados)
Oração sem sujeito: Verbo sempre no singular:
- Fenômenos naturais: Choveu muito, Amanheceu nublado
- Tempo decorrido: Faz 6 meses que não viajo, Há 2 anos não fumo
- Verbo haver com sentido de existir: Há vários livros ali
Atenção! Quando você troca o verbo "haver" por sinônimos como "existir" ou "ocorrer", eles concordam com o sujeito: "Existem livros" em vez de "Há livros"
Sujeito oracional: Verbo na 3ª pessoa do singular quando o sujeito é uma oração:
- Jamais me ocorre desistir
- Faltava abandonar a velha escola
- Adiar oportunidades não convém

Ainda Sobre Concordância
Aqui estão mais algumas regras importantes que você precisa conhecer:
Verbos importantes com sujeito oracional:
- Bastar: Bastaria que estudasse e ele seria aprovado
- Caber: Cabe à polícia inibir esses crimes
- Importar: Não me importa que eu tente mil vezes
- Custar: Custou a ela pedir desculpas ao avô
Infinitivos como núcleo do sujeito:
- Verbo no singular: "Comer, rezar e amar se tornou meu lema"
- Pluraliza quando os infinitivos são determinados ou antônimos: "O errar e o assumir dependem do caráter", "Dormir e acordar constituem características humanas"
Pronome relativo "que": O verbo concorda com o antecedente:
- Fui eu que convidei você para a festa
- Fomos nós que convidamos você para a festa
Curiosidade! Com o pronome "quem", o verbo pode concordar com o próprio "quem" ou com seu antecedente: "Fui eu quem convidou/convidei você"
Pronomes de tratamento: O verbo concorda com a 3ª pessoa, mas os adjetivos concordam com o sexo da pessoa:
- Vossa Excelência perdeu sua carteira (não é "vossa carteira")
- Senador, Vossa Senhoria está cansado (não é "cansada")
Termos resumidores: Concordância no singular: "Seu rosto, seu cheiro, seu gosto, tudo que não me deixa em paz..."

Mais Concordância e Regência
Voz passiva: Concorde o verbo com o sujeito paciente:
- Casas são vendidas no Grajaú = Vendem-se casas no Grajaú
- Casa é vendida no Grajaú = Vende-se casa no Grajaú
Adjetivo referindo-se a dois ou mais substantivos: Pode concordar com o mais próximo ou com todos, exceto quando está antes dos substantivos (só concorda com o mais próximo):
- Tenho alunos e alunas dedicadas/dedicados
- Consumi bons vinhos, comidas e livros
Tal e Qual: "Tal" concorda com o antecedente e "qual" com o termo seguinte:
- Esses funcionários são tais quais os patrões
- Esse funcionário é tal quais os patrões
Olha essa dica! Expressões como "é bom", "é necessário" e "é proibido" são invariáveis, mas se vierem com artigo, o adjetivo concorda: "É necessário disciplina" x "A disciplina é necessária"
Regência verbal: É importante saber qual preposição usar com cada verbo. Alguns verbos mudam de sentido conforme a preposição:
- Visar: sem preposição (rubricar) ou com "a" (almejar)
- Implicar: sem preposição (resultar) ou com "com" (irritar)
- Assistir: sem preposição (ajudar), com "a" (presenciar) ou é intransitivo (morar)
- Preferir: Prefere uma coisa A outra (nunca use "prefiro mais")
Palavras invariáveis: "em apenso", "menos" e "alerta" Palavras variáveis: anexo, obrigado, mesmo, próprio, incluso, quite

Regência Verbal
A regência verbal estuda qual preposição deve ser usada com cada verbo. Vamos ver os verbos que mais caem em provas:
Visar
- Sem preposição (VTD) quando significa "rubricar"
- Com preposição "a" (VTI) quando significa "almejar"
Implicar
- Sem preposição (VTD) quando significa "resultar"
- Com preposição "com" (VTI) quando significa "irritar"
Precisar
- Sem preposição (VTD) quando indica "precisão"
- Com preposição "de" (VTI) quando indica "necessidade"
Assistir
- Sem preposição (VTD) quando significa "ajudar"
- Com preposição "a" (VTI) quando significa "presenciar"
- Sem complemento (VI) quando significa "morar"
Atenção! Muitos erram a regência de "preferir". O correto é "preferir algo A algo" e nunca "preferir mais" ou "preferir menos".
Outros verbos importantes:
- Esquecer/lembrar: sem pronome são VTD (esquecer o tema); com pronome são VTI
- Chamar: pode ser VTI com "por" (invocar) ou VTD (convocar)
- Ir, chegar, voltar: pedem preposição "a", nunca "em"
Quando usamos pronomes relativos, a preposição vai antes do pronome: "A reunião A QUE comparecemos" ou "O lugar AO QUAL chegamos".

Crase
A crase é aquele acento grave (`) que indica a fusão de dois "a". Ela acontece quando temos:
A preposição "a" + o artigo definido "a":
- Assisti ao jogo
- Assisti à novela
A preposição "a" + pronomes demonstrativos começados por "a":
- Estou visando a este cargo
- Estou visando àquele cargo
A preposição "a" + pronomes relativos iniciados por "a":
- Esse é o livro ao qual me referi
- Essa é a apostila à qual me referi
Dica de ouro! Muitas locuções femininas pedem crase: à noite, à tarde, às vezes, às pressas, à direita, à vontade, à moda de, à beira de, à semelhança de...
Crase obrigatória:
- Nas locuções femininas: à toa, à deriva, à espera
- Quando temos preposição "a" + artigo feminino "a"
- Antes de palavras como "aquele", "a qual", "a que"
Crase proibida:
- Antes de palavras masculinas, verbos e pronomes de tratamento
- Quando a palavra tem sentido genérico ou indefinido
- Entre palavras repetidas e após preposição
Crase facultativa:
- Antes de pronomes possessivos
- Antes de nomes próprios femininos
- Depois da preposição "até"

Mais Sobre Crase
A crase é um tema que confunde muita gente! Vamos organizar melhor quando ela deve ou não ser usada:
Crase Obrigatória:
- Nas locuções femininas: à toa, à deriva, à espera
- Quando temos preposição "a" + artigo feminino "a"
- Antes de "aquele", "a qual", "a que" quando a preposição "a" for necessária
Crase Proibida:
- Antes de palavras masculinas: Fui a pé ao mercado
- Antes de verbos: Comecei a estudar
- Antes da palavra "uma": Referiu-se a uma pessoa
- Antes de pronomes de tratamento: Falei a Vossa Excelência
- Quando a palavra tem sentido genérico: Não dou ouvidos a político
- Entre palavras repetidas: Ficamos frente a frente
- Após preposição: Vou até a escola
Crase Facultativa:
- Antes de possessivos: Referi-me à/a sua casa
- Antes de nomes próprios femininos: Falei à/a Maria
Lembre-se que a crase também acontece quando temos a preposição "a" + os pronomes demonstrativos "a"/"aquela", formando: à, àquele, àqueles, àquela, àquelas, àquilo.
Memorize isso! Para saber se cabe crase, substitua a palavra feminina por uma masculina. Se aparecer "ao", então é "à". Por exemplo: "Vou à escola" → "Vou ao colégio" (tem crase)

Substantivos
Os substantivos são palavras que dão nomes aos seres! Eles são o núcleo das funções nominais e recebem os modificadores (determinantes) que devem concordar com eles.
Por exemplo, na frase "Os seus cinco patinhos amarelados foram nadar", "patinhos" é o substantivo que está sendo modificado pelos determinantes.
Flexão dos substantivos compostos:
-
Se o termo é formado por classes variáveis (substantivos, adjetivos, numerais), ambos variam: couve-flor → couves-flores; quarta-feira → quartas-feiras
-
Se o segundo substantivo delimita o primeiro por semelhança ou finalidade, ambos podem variar: públicos-alvo(s), pombos-correio(s), banhos-maria(s)
-
Classes invariáveis e verbos não variam: beija-flor → beija-flores; alto-falante → alto-falantes
Curiosidade! Os substantivos podem ser formados de várias maneiras. Por derivação sufixal: pescar → pescaria, militar → militância. Por derivação regressiva: cantar → canto, almoçar → almoço.
Você pode transformar qualquer palavra em substantivo colocando um artigo antes: "O fazer é melhor que o esperar". Legal, não é?
Agora você já sabe como os substantivos são formados e como eles se flexionam quando estão em palavras compostas!
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